cover
Tocando Agora:

MP defende perícia em contrato do lixo de Jundiaí, alvo de denúncias de irregularidades na Justiça

MP defende perícia em contrato de lixo em Jundiaí (SP) que é alvo de denúncias de irregularidades na Justiça Prefeitura de Jundiaí/Divulgação O Minist...

MP defende perícia em contrato do lixo de Jundiaí, alvo de denúncias de irregularidades na Justiça
MP defende perícia em contrato do lixo de Jundiaí, alvo de denúncias de irregularidades na Justiça (Foto: Reprodução)

MP defende perícia em contrato de lixo em Jundiaí (SP) que é alvo de denúncias de irregularidades na Justiça Prefeitura de Jundiaí/Divulgação O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) defendeu a realização de uma perícia técnica e a concessão de medidas urgentes pela Justiça para fiscalizar e limitar a execução do contrato de limpeza urbana em Jundiaí (SP). A contratação direta sem licitação com quatro empresas que formam um consórcio pelo prazo de 180 dias, em um valor que ultrapassa R$ 70 milhões, é contestada em uma ação movida por um cidadão que aponta ilegalidades na renovação do serviço emergencial, falhas no orçamento e risco de pagamentos indevidos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A Prefeitura de Jundiaí foi procurada pelo g1 para comentar a denúncia e o posicionamento do MP e disse que não foi notificada sobre o caso (leia resposta completa abaixo). Agora no g1 Na ação, o advogado Rodrigo Vieira das Neves de Arruda, autor do processo em causa própria, explicou que a ação popular busca combater a repetição de dispensas de licitação para um serviço de caráter permanente na cidade. Segundo ele, a prefeitura prorrogou na prática a contratação emergencial com as mesmas empresas por mais de um ano, excedendo o prazo limite estipulado pela legislação federal. Entenda a ação A ação popular foi protocolada na Justiça no dia 25 de outubro contra o Município de Jundiaí, o prefeito Gustavo Martinelli, secretários e diretores municipais, além do consórcio contratado. O processo contesta a dispensa de licitação número 036 de 2026 e o contrato número 59 do mesmo ano, que transferiram a execução da limpeza pública ao grupo privado sem concorrência pública. Segundo o processo, a prefeitura já havia mantido um contrato emergencial anterior para a mesma finalidade. Ao término do período de um ano, o município realizou uma nova contratação direta que voltou a beneficiar empresas, que juntas detêm 90% do novo consórcio. A ação destaca que a Lei de Licitações e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) proíbem recontratar as mesmas empresas para a mesma emergência após o limite de 12 meses. O documento aponta ainda que o contrato prevê a possibilidade de prorrogação do prazo, contrariando o próprio ato de autorização publicado pela prefeitura, que definia os 180 dias como improrrogáveis. Além disso, a ação questiona a pesquisa de preços usada para definir o valor do contrato, que adotou como referência a proposta da própria empresa vencedora, sem ampla consulta aos valores praticados no mercado. Outras possíveis irregularidades relatadas incluem a falta de recursos reservados na prefeitura para pagar todo o contrato, já que havia garantia orçamentária de R$ 39.708.621,82, ficando uma diferença de R$ 30.292.214,78 sem verba confirmada, o que corresponde a 43,27% do valor total. A denúncia aponta também o risco de cobrança duplicada em etapas da coleta e do transporte do lixo, o repasse fixo mensal de R$ 40 mil em horas extras sem comprovação individual e o fato de o diretor de limpeza da cidade ter assinado a justificativa da emergência e depois sido nomeado fiscal do próprio contrato. Posição do Ministério Público e pedido de perícia Em manifestação apresentada na terça-feira (29), o promotor de Justiça Guilherme Gottardello defendeu que a Justiça conceda parcialmente pedidos urgentes para bloquear irregularidades sem interromper a coleta de lixo, evitando prejuízos à saúde da população de Jundiaí. “Entretanto, na apreciação da tutela de urgência, não se pode descurar da imperiosa continuidade dos serviços essenciais de limpeza pública, coleta e destinação final de resíduos sólidos. A paralisação abrupta dessas atividades acarretaria caos sanitário, proliferação de doenças e grave degradação ambiental à coletividade do Município de Jundiaí”, afirma. O MP solicitou a suspensão imediata da cláusula que permite prorrogar o contrato e a proibição de novos aditivos ou dispensas com o mesmo consórcio para este serviço. Para apurar potenciais prejuízos aos cofres públicos, o promotor manifestou apoio à realização de uma perícia técnica contábil e de engenharia sanitária. A avaliação especializada deve calcular se houve sobrepreço nas tarifas, cobranças em duplicidade ou destinação incorreta das receitas obtidas com a venda de materiais recicláveis. O órgão também pediu que todos os pagamentos futuros fiquem condicionados à comprovação de dinheiro reservado pela prefeitura e à apresentação de relatórios detalhados com tíquetes de pesagem eletrônica nas balanças do aterro. Em relação às horas extras, o MP quer proibir o repasse automático de R$ 40 mil por mês, exigindo a comprovação nominal dos trabalhadores que realizaram o serviço suplementar. Por fim, o MP sugeriu que a prefeitura e as empresas conservem todos os registros de campo, rotas e dados de rastreamento por GPS dos caminhões de lixo. O parecer pede a remessa de cópias do processo ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e fixa prazo de 15 dias para que o município informe o andamento da licitação definitiva em curso para a contratação regular do serviço. Até a sexta-feira (2) não havia decisão sobre os pedidos na ação. O que diz a Prefeitura de Jundiaí A Prefeitura de Jundiaí informou nesta sexta-feira (2) que, até o momento, "não recebeu qualquer notificação dos órgãos competentes. Eventuais manifestações serão apresentadas se, e oportunamente, observados os trâmites e prazos legais". Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Fale Conosco