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Dólar inicia o dia de olho no Oriente Médio e nos números do emprego nos EUA

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (8) em queda, recuando 0,27% na abertura, cotado a R$ 4,9147. J...

Dólar inicia o dia de olho no Oriente Médio e nos números do emprego nos EUA
Dólar inicia o dia de olho no Oriente Médio e nos números do emprego nos EUA (Foto: Reprodução)

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (8) em queda, recuando 0,27% na abertura, cotado a R$ 4,9147. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. O mercado caminha para finalizar a semana com mais cautela. A tensão no Oriente Médio divide a atenção com dados importantes da economia, em especial dos Estados Unidos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Na noite anterior, Estados Unidos e Irã trocaram mísseis, o que aumentou a preocupação internacional. Mesmo assim, o presidente americano, Donald Trump, disse que o cessar-fogo continua valendo, ajudando a acalmar os mercados. ▶️ Ao longo do dia, a atenção se volta para os dados de emprego dos Estados Unidos, que são considerados decisivos para o clima do mercado nesta sexta-feira. ▶️ Pela manhã, o governo americano divulga o número de vagas criadas em abril, com expectativa de abertura de cerca de 62 mil novos postos de trabalho. No mesmo horário, será divulgada a taxa de desemprego do mês, que deve subir para 4,3% em relação ao mês anterior. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado do mês: -0,58%; Acumulado do ano: -10,30%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -2,19%; Acumulado do mês: -2,19%; Acumulado do ano: +13,71%. Encontro entre Lula e Trump O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidnete Donald Trump ficou entre os destaques desta quitna-feira. A reunião durou cerca de três horas e, segundo Lula, foram abordados principalmente temas relacionados ao comércio, às tarifas americanas sobre os produtos brasileiros e minerais críticos. Os presidentes, no entanto, não chegaram a abordar temas como a equiparação de facções criminosas a terroristas e o PIX, que é alvo de uma investigação comercial nos EUA. "Saio satisfeito da reunião. Não tenho assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível", afirmou Lula sobre o encontro. O presidente brasileiro ainda disse ter acordado com Trump a criação de um grupo de trabalho para debater a possibilidade de zerar as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil. "Falei: vamos fazer o seguinte, vamos colocar um grupo de trabaho e permitir que [...] apresentem propostas. Quem tiver errado vai ter que ceder. Se estivermos errados, nós vamos ceder, mas se vocês estiverem errados, terão que ceder também", disse Lula, reiterando que tem uma relação "muito boa" com o presidente americano. “Sabe aquela história de amor à primeira vista, aquele negócio da química? Foi isso que aconteceu, e eu espero que continue assim.” Após o encontro, Trump afirmou que Lula é "muito dinâmico", destacando que a reunião com o presidente brasileiro foi "muito boa". “A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.” Trégua no Oriente Médio Os investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora ainda não haja confirmação oficial, há sinais de avanço nas negociações. Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas. Entre os principais pontos em discussão estão: suspensão temporária do programa nuclear iraniano; redução das sanções impostas pelos EUA; liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior; diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz. A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço. O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões. Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem. O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões. 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços. Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito. Mercados globais As bolsas globais fecharam sem direção única nesta quinta-feira, enquanto investidores acompanham as negociações entre EUA e Irã e a possibilidade de retomada do transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico. Em Wall Street, os índices fecharam em queda. Enquanto o S&P 500 caiu 0,38%%, o Dow Jones perdeu 0,63% e a Nasdaq recuou 0,13%. Na Europa, o desempenho das bolsas locais também foi negativo. O índice STOXX 600 caiu 1,1%. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,02%, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 1,17%. Já em Londres, o FTSE 100 teve queda de 1,55%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,48%, aos 4.900 pontos. Em Xangai, o SSEC também subiu 0,48%, aos 4.180 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,57%, aos 26.626 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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